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sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Campanha Nacional pelo limite da propriedade da terra

Criada em 2000 pelo Fórum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça no Campo (FNRA), a Campanha pelo Limite da Propriedade da Terra: em defesa da reforma agrária e da soberania territorial e alimentar, é uma ação de conscientização e mobilização da sociedade brasileira para incluir na Constituição Federal um novo inciso que limite às propriedades rurais em 35 módulos fiscais. Áreas acima dos 35 módulos seriam automaticamente incorporadas ao patrimônio público.

O módulo fiscal é uma referência, estabelecida pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), que define a área mínima suficiente para prover o sustento de uma família de trabalhadores e trabalhadoras rurais. Ele varia de região para região e é definido para cada município a partir da análise de várias regras, como por exemplo, a situação geográfica, qualidade do solo, o relevo e condições de acesso. 

A aprovação da emenda afetaria somente pouco mais que 50 mil proprietários de terras.

A introdução desta medida resultaria numa disponibilidade imediata de mais de 200 milhões de hectares de terra para as famílias acampadas, sem despender recursos públicos para a indenização dos proprietários. Esses recursos são hoje gastos em processos desapropriatórios e que poderiam ser empregados no apoio à infra-estrutura, ao crédito subsidiado e à assistência técnica para os assentamentos.

De acordo com os últimos dados levantados pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) em 2006, no Brasil, 2,8% das propriedades rurais são latifúndios e ocupam mais da metade de extensão territorial agricultável do país (56,7%). Em contrapartida as pequenas propriedades representam 62,2% dos imóveis e ocupam apenas 7,9% da área total.

Vale lembrar que mais de 70% dos alimentos produzidos para os brasileiros provém da agricultura camponesa, uma vez que a lógica econômica agrária tem como base a exportação, principalmente da soja, da cana-de-açúcar e do eucalipto. O Brasil tem a segunda maior concentração da propriedade fundiária do planeta. 

Diante da realidade do campo, vários segmentos sociais se mobilizam para conquistar seus direitos. O papel da Campanha é exigir a obrigação do Estado em garantir esse direito à propriedade da terra a todos os brasileiros e brasileiras que dela tiram seu sustento. Além disso, a Campanha também está engajada na luta contra o agronegócio e o hidronegócio no Brasil, que destroem o meio ambiente, a biodiversidade e desabrigam milhares de trabalhadores rurais, quilombolas, indígenas e comunidades ribeirinhas.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Manifestação - 23/03

Dia 23 de março estudantes foram às ruas se manifestar contra os atos secretos da Assembléia Legislativa do Paraná!


Confira as matérias:
--Estadão
--G1
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Nota de Repúdio da UPE e UPES  à Assembleia Legislativa do Paraná


A União Paranaense dos Estudantes (UPE) e a União Paranaense dos Estudantes Secundaristas (UPES), vêm a Público declarar seu repúdio, em se deparar com mais um escândalo na política paranaense. A Assembleia Legislativa do Paraná é responsável por legislar a favor do povo, para se fazer surgir a justiça social e representar a vontade dos que mais precisam, que também tem a função de vigiar o Executivo Estadual, e que para isso precisa ser o exemplo de transparência e moral, demostra mais uma vez sua incapacidade moral de dizer o que o Paraná pode, ou não pode fazer.

A UPE e a UPES não irão tolerar a irresponsabilidade de não denunciar e punir todos os envolvidos nesse escândalo, e exigimos que sejam instaladas imediatamente medidas que garantam a total transparência de todas as publicações e documentações dessa casa

Relembrando outro momentos como o Fora Collor ou recentemente o caso do Distrito Federal onde o Movimento Estudantil teve um papel fundamental na pressão que acabou afastando o governado Arruda, exigimos que o Presidente desta casa venha a Publico e esclareça os acontecimentos que foram divulgados pela imprensa estadual, e se comprometa publicamente sobre as medidas a serem tomadas. Ficamos enojados ao saber que agricultoras, trabalhadores e trabalhadoras, que mal tem possibilidade de garantir sua alimentação, que vivem com uma renda muito menor que um salário mínimo, foram usadas como “laranjas” em um esquema milionário de corrupção que se instalou nessa casa.

Somos contra todo e qualquer tipo de corrupção, as denúncias que vêm a público envergonham o povo paranaense, colocam nossa sociedade sob a demanda de uma atitude urgente de todos os cidadãos e cidadãs de cobrarem seus representantes e combaterem esse esquema de corrupção, que desvia milhões do orçamento público, para o favorecimento de uma elite corrupta e ordinária, que a décadas faz as leis para todos cumprirem, e se utilizam das estruturas de poder para roubar e jogar a política paranaense na lama.

Os estudantes Universitários e Secundaristas do Paraná não ficarão em silêncio, cobraremos nas ruas que medidas sejam tomadas imediatamente, vamos denunciar a negligência histórica da Assembleia Legislativa, que só faz favorecer essa casta milionária e corrupta, que usa o nome da nossa gente trabalhadora e honrada para esconder sua verdadeira face.



por:
Camilo Domingues Vanni
Movimento Mudança

Oceanografia - CEM - UFPR
Secretário Geral UPE